5 estratégias para diminuir o turnover

Veja como evitar o alto índice de rotatividade na sua empresa através de técnicas de employer branding

13 · 09 · 2019

Está farto de investir em novos profissionais e não conseguir retê-los na empresa? Sabe dos altos custos da entrada e saída de colaboradores, como já vimos aqui no site, mas ainda não consegue estabelecer medidas efetivas para diminuir a rotatividade? Então está na hora de pensar melhor as suas estratégias de employer branding.

A entrada e saída de profissionais numa empresa é comum, mas a frequência elevada do chamado turnover é motivo de atenção. Um estudo divulgado pela Forbes demonstrou que 75% dos motivos que levam à rotatividade nas empresas poderiam ter sido evitados.

Isso significa que o setor de RH, responsável mais direto dessa área numa empresa, precisa quebrar padrões e repensar as suas ações, a começar por trabalhar de uma forma menos burocrática e mais estratégica.

É necessário criar um ambiente que favoreça o desenvolvimento profissional e que proporcione uma ótima reputação para a empresa. A pensar nisso é que entram as estratégias de employer branding numa empresa.

Mas como equilibrar esses fatores e garantir a eficácia nas ações? Neste artigo selecionámos cinco estratégias para ajudá-lo a reduzir o turnover na sua empresa.

1# aperfeiçoe o seu recrutamento

Ter clareza na hora de contratar é fundamental para evitar a perda de investimentos em profissionais que não se enquadram na realidade da sua empresa. É por isso que o processo de recrutamento e seleção deve ser bem criterioso.

Mas, atenção. Ser criterioso não significa dificultar a vida dos candidatos ou criar barreiras nas contratações. Pelo contrário, trata-se de ter uma visão clara e honesta sobre as necessidades da sua empresa e o que está disposta a oferecer aos seus colaboradores e assim avaliar os profissionais dispostos a preencher este cargo.

Não cometa o erro de “vender” ao candidato uma empresa que não existe. Fale abertamente sobre o ambiente de trabalho e a cultura organizacional. Não ofereça o que ainda não foi concretizado. Assim é mais fácil perceber o grau de interesse e de alinhamento do candidato com a empresa, o que pode evitar imprevistos e um alto grau de desmotivação que provoque pedidos de demissões em pouco tempo.

Perceba que o ideal é que o novo profissional tenha os aspetos culturais e comportamentais apropriados para o trabalho. Por isso, é importante fazer uma análise comportamental para saber como o candidato reagiria diante de determinadas situações que são comuns na empresa.

Além disso, para facilitar o processo é possível utilizar os sistemas que automatizam a filtragem de candidatos e fazem a avaliação através de diferentes ferramentas, por exemplo, a análise de perfil comportamental.

2# Dê um propósito aos seus colaboradores

Tão importante quanto ser atencioso no processo seletivo é valorizar o profissional na sua trajetória dentro da empresa. Um bom começo é a criação de um plano de carreira, que planeie de forma sistematizada e equilibrada a ascensão dos colaboradores.

Um plano de carreira bem estruturado os cargos e suas progressões, permitindo que o funcionário saiba exatamente em que posição está e como pode ser promovido. Ou seja, este documento representa uma oportunidade de crescimento para os profissionais.

Esta é uma maneira também de oferecer objetivos aos profissionais para que cresçam juntamente com a empresa. É uma oportunidade de valorizar os talentos e estimular o desenvolvimento pessoal e profissional de cada colaborador.

Com um plano de carreira, o colaborador tem um senso de direção e propósito à sua disposição. Isso faz com que tenha metas próprias dentro da empresa, o que diminui a necessidade de procurar novos desafios fora dela.

3# Perceba os diferentes talentos

Fazer o mapeamento das competências é uma forma de perceber os talentos que a empresa possui no seu quadro de funcionários e, ao mesmo tempo, estimular os colaboradores para que trabalhem naquilo que realmente conseguem dar o seu melhor.

Ao fazer isso é possível criar novas oportunidades para alinhar objetivos pessoais e profissionais. Essa prática é benéfica para o aperfeiçoamento das conhecidas soft skills e para o engajamento das equipas.

4# Invista em quem já está consigo

O sentimento de valorização é imprescindível para a motivação de um profissional. Esta valorização não está ligada apenas aos valores pagos ao final do mês, mas principalmente nos cuidados que a empresa tem com quem está a seu serviço.

Portanto, investir na capacitação técnica e comportamental é uma estratégia eficiente para melhorar a qualidade de vida do colaborador e consequentemente na sua produtividade. Cuidar de quem já está na sua empresa é uma maneira inteligente de gestão e um ponto fundamental na redução do turnover.

Esse investimento inclui pensar mais no bem-estar do profissional, tendo em vista que já foi comprovado que a qualidade de vida no trabalho interfere positivamente nos resultados da empresa. É por isso que é fundamental repensar aspetos teoricamente simples, como a flexibilidade nos horários ou mesmo a criação de avaliações de desempenho e pesquisas de clima e de satisfação.

Essas avaliações de desempenho são estratégias que ajudam a medir a performance e o comportamento dos colaboradores a partir de critérios preestabelecidos. Para o turnover, é uma ferramenta de redução, porque fomenta o autoconhecimento profissional e o aperfeiçoamento das funções exercidas.

Por outro lado, as pesquisas de clima e satisfação fornecem subsídios sobre a perceção dos colaboradores sobre a organização da empresa e como está o nível de motivação das equipas. Com isso, é possível identificar os pontos problemáticos da gestão e agir de maneira a solucioná-los.

5# Tenha uma comunicação interna a sério

O levantamento feito pela Forbes mostra que é possível evitar a alta rotatividade de diferentes maneiras e uma delas é pela comunicação interna. Algo que parece tão simples e óbvio que todavia é pouquíssimo compreendido pelas empresas.

A comunicação interna envolve o uso de ferramentas que ajudem no fluxo comunicacional da empresa tanto em aspetos formais quanto informais, desde que disseminem as informações importantes. Isso significa que a comunicação interna envolve desde uma simples estratégia de feedback entre gestores e colaboradores.

O objetivo é garantir que todos conheçam os seus pontos positivos e negativos e procurem aprimorar-se. O feedback, por exemplo, deve ser realizado frequentemente, tanto numa reunião como numa conversa de corredor. O importante é que esse espaço esteja aberto e que o gestor também esteja disponível para ouvir o que o trabalhador tem a dizer. Ou seja, a comunicação deve ser vista sempre como um benefício para ambas as partes.

Como podemos ver, reduzir a rotatividade é algo possível, porém exige esforços e mudanças muitas vezes drásticas no contexto empresarial. Aplicar tantos cuidados assim pode parecer difícil, mas é extremamente necessário iniciar esse movimento para conseguir reter os profissionais e diminuir assim o turnover na empresa.